Freguesia de Vila Nova - Miranda do Corvo
  
                               
LENDA DO SANTUÁRIO DA SENHORA DA PIEDADE DE TÁBUAS
 
Três quilómetros a Este da vila de Miranda do Corvo está o Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Situado na garganta de duas serras e onde nos meses de Agosto e Setembro concorrem infinitos romeiros, (alguns de mais de 100 kms de distância) e duas bandeiras de Coimbra, uma que sai da igreja de S. João de Almedina e outra (vulgarmente chamada de Teodoro) da igreja de Santa Ana.
Fica este próximo do lugar de Tábuas, e junto dele passam duas ribeiras que fazem o sítio muito fresco e ameno no Verão.

Segundo a tradição a origem deste templo está relacionada com um rico lavrador de muitas terras, Domingos Pires, que tinha muitos gados.
O sítio onde se edificou a capela da Senhora da Piedade tinha antigamente o nome de Malhadinha e a ela vinha Domingues Pires esperar o regresso dos seus gados.
Diz a lenda que a senhora apareceu a este venturoso lavrador, por várias vezes sobre um penhasco, numa gruta que ainda hoje existe na encosta fronteira do referido sítio da Malhadinha.
Tratou logo Pires de edificar, no sítio da Malhadinha, uma casa à Senhora da Piedade, e depois de construída a capela, foi a Coimbra onde então havia bons escultores, para encomendar a imagem representando o transe doloroso em que tinha o seu Divino Filho morto nos seus braços.
Chegou à cidade, ao antigo convento de Santa Clara, que está junto à ponte, e ali foi pousar, a uma casa que devia ser hospedaria. Pouco tempo depois de ali chegar, entraram dois formosíssimos mancebos que perguntando-lhe o motivo da sua ida a Coimbra, e sabido por eles, disserem a Pires que eram escultores, e que se lhes quisesse encomendar a manufactura da imagem, que não ficaria descontente; e que mesmo já tinham feito algumas imagens, que lhe traziam para examinar, ao que Pires acedeu.
No dia seguinte chegaram os dois escultores com uma perfeitíssima imagem da Santíssima Virgem da Piedade que mais parecia obra de anjos do que de homens, e exactamente semelhante à que lhe tinha aparecido na Malhadinha.
 Pires de sobremaneira alegre e satisfeito, sem querer ver mais nenhuma imagem, perguntou logo quanto esta custava. Disseram os mancebos que ficasse com a imagem, e no dia seguinte viriam tratar do ajuste; mas não vieram e Pires os andou buscando dois dias pela cidade, sem deles poder obter a menor notícia, nem na hospedaria houve quem os visse entrar ou sair.
No fim de dois dias de buscas infrutíferas assentou Pires que os dois pretendidos escultores eram anjos que lhe tinham dado a imagem, e tratou de a levar Mondego acima, até ao lugar de Ceira e aí a colocou num carro seu, levando-a para casa até se concluir o seu altar.
Foi uma dia de grande festa o da colocação da imagem na capela. É esta grande e bonita. Tem o altar-mor onde está a padroeira (em um oratório envidraçado).



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